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2010-03-01

Yo-Yo Ma, Kathryn Stott


Coração ardente trespassado por punhal.
Ainda a propósito do concerto de ontem, esta imagem persegue-me.
Não consigo lembrar-me onde ou quando a vi nem tenho comigo os cadernos antigos para procurar, mas a ideia é suficientemente comum para poder reconstitui-la de memória.

Yo-Yo Ma, Kathryn Stott


Não houve concentração disponível para mais ou melhores bonecos.
Também não me farão falta para recordar um dos melhores concertos a que assisti.
Vieram-me as lágrimas com a Arpeggione Sonata.
Não conhecia nenhuma das outras quatro composições nem imaginava nenhuma relação entre elas mas o programa não podia ser mais coerente.
Passando por diferentes latitudes e longitudes, num intervalo de 150 anos, as peças tocadas: Schubert, Chostakovitch, Piazzola, Gismonti/Carneiro e Franck foram sempre andando à volta de um sentimento apaixonado e contado desde o murmúrio amoroso à raiva possessiva, sempre com uma beleza extraordinária.
É a história do costume mas mais bonito não há.
Não se passa por um concerto destes sem uma emoção profunda.
Obrigado pelos bilhetes.