2016-11-29

Cais do Sodré

A estampa 83 do livro Lisboa Velha, do Roque Gameiro, mostra o Cais do Sodré com uns restos de praia que nunca conheci.
Quando era miúdo vinha para aqui velejar nas tardes de terça e quinta-feira, no meio de um frenesim de navios de cabotagem, barcos de pesca, muitas fragatas, varinos, faluas e toda a sorte de pequenos botes que varavam mesmo ali no perret. Às vezes era uma babilónia tal que tínhamos dificuldade em chegar ao rio e navegar em "águas livres".
Voltando agora aos mesmos lugares encontro uma espécie de "Casa da Mariquinhas: não vi nada nada nada que pudesse recordar-me... "
Nas mesmíssimas casas onde havia barcos e aprestos navais  temperados com restos de nafta e de peixe com cheiros fortes há agora não um senhor que é lingrinhas mas uma cidade de restaurantes, cafés e bares. Onde se está muito bem!

1 comentário:

teresa ruivo disse...

Mais uma preciosidade para a colecção!